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Mostrando postagens de abril, 2005
Marcha fúnebre Tristeza sem fim tira a mão de mim não percebe que nós estamos mortos há muito tempo Gelado demais depois de findos os carnavais e ainda assim brincam com nosso corpo Chuva d'água molhada que vem descendo a estrada corre por todos os lados fazendo chuá-chuá Cama do lençol vermelho não tem reflexo no espelho aquele que um dia foi e não mais pode acordar Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera Manhã de Carnaval, Luiz Bonfá/Antônio Maria Noite na Taverna, Álvares de Azevedo
Trote a galope que pára quando puder "Se não pode dizer que existe algo a procurar, ainda mais nesses dias, fatigantes e supérfluos, que tardam a acabar de nascer - quando o fazem - , e pelo cansaço pôem-se a dormir, com olhos entre-cerrados, de vigília para o amanhã, sem nunca esquecer de lembrar os píncaros da derrota que os afugentara antes do amanhecer. Mas sim, o tempo se move pelas nossas mãos, sujas de brigadeiro - ou o doce feito com leite condensado - preparado de coração vazio, alguns dias atrás, e devorado até o fim, sem remorso ou compaixão. E é desse jeito que o dia nasce e continuará a nascer: imundo e sem coração!" Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera Metropolitan Museum of Art