Ai, casa de papel verde-musgo, cheia de esmeraldas pardas e exatas, leva teu encosto para o mundo deste tosco, esfrega-lhe o tapete nesse engodo louco, de cheirinho novo, tudo simétrico e translúcido, imerso nas linhas geométricas do crepúsculo, dia em seu termo final, assassinato de raios solares, pôr-do-sol sem condizer à universalidade nem denominado pela raiz da palavra. Ai, casa de papel cheia de gente imaginária, sem janelas, portas ou privada, sem teto pra esconder nem paredes pra separar, locais pra defecar, piscinas pra pular, ergue-lhes um mundo novo com idéias e princípios, começo de um novo hospício, ataca-lhes a praga e empurra ao precipício tudo o que me disse anteontem, que não tinha esquecido de lembrar para sempre onde na casa de papel está o sol. Ai, casa de papel que se derrete em gotas de sorvete de paçoca, quero ser da roça e meus pés o chão tocar, me lambuzar imerso em jabuticabas maduras e lama até os joelhos, eternamente sujo de coisas limpas, para quando eu o...