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Mostrando postagens de julho, 2007

Sobre a vida...

A vida vai fácil, meu caro feito pipocas alvas que derretem na boca doce sem sal Mas a vida, meu caro a vida não erra não perdoa como os cães e nós o fazemos A vida não, meu caro a vida passa em bloco feito avalanche que nunca mais volta As pequenas coisas - palavras, flores, tato isso acontece A vida, meu caro simplesmente atropela Uns, dirigem-na o restante se autodenomina! Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera A canção da vida , Mário Quintana

Soneto

Cansado de imaginar, é tempo de viver! Beijar, ficar sem ar, amar e poder sofrer. Não posso mais esperar para tentar um dia ser! Um passo para andar, é tempo de correr. Às favas cada sentimento de resguardo e prudência, nada de padecimento: Viva a independência! Amor a todo momento: é tempo de indecência. Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera Filosofia , Ascenso Ferreira

Ritmo

tum-tum tum-tum bate depressa acelerado meu coração tum-tum tum-tum foge depressa enviesado da emoção. Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera Anjo , Carlos Nejar

E agora, acabou?

E agora, acabou? Será que zerou o que prometeu ou arrefeceu tudo e quebrou a promessa de terminar aquilo e perder alguns quilos para agora zerar enfim o que já era hora mas bem da verdade nunca tem fim. Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera E agora, José? , Carlos Drummond de Andrade

E a poesia...

E a poesia não acaba enquanto os homens gemem de medo na cabana da ilusão por não terem compaixão ou recebido perdão e lamento de quem já nem sabe mais o que aconteceu aquele dia. Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera O Casamento , Nelson Rodrigues

Começo do fim

Começo por perguntar onde foi restar o ninho dos passarinhos e o poço de carinho? Começo por perguntar onde foi ficar o beijo desconhecido, a novidade esvaecida? Começo por perguntar onde posso procurar o lado esquecido e a delicadeza perdida? Começo a perguntar se devo chorar por estar perdido nesse mundo vazio. Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera Metamorfose , Franz Kafka

Irriquieto

Quieto, me não fale nada, estou irriquieto, preciso logo pegar a estrada. Quieto, quieto, os nervos propulsam o conjunto de veias e artérias e carne, que são meu corpo. Quieto, por favor, refira-se a mim como um estorvo, sem documento e sem sentido. Quero apenas uma luz, um caminho que indique o barulho, fuja d o entulho desse silêncio contrangedor. Quieto, seu idiota, mantenha-se quieto que eu, irriquieto parto logo sua cara e também por aquela porta. Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera Gimme Shelter , Rolling Stones

Sombra Noturna

A bela lua fazia sombra daquela luz que vinha do sol. Pelo horário, em torno do meio-dia da noite, saí do sol e me pus na penumbra a ver a Lua. Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera La bella luna , Paralamas do Sucesso