Ah, se todos soubessem... Fechar os olhos e desconectar Todas as sinapses de lugar Ouvir a ira saliente do trompete Parafraseando sístole e diástole! Não fossem os alvos, as metas Os sábados aliciados em vão... A ternura escorraçada ao acaso! Se todos pudessem sentir o tato Das pessoas que nem existem... Se ao menos se tocassem, estes Quiçá conhecessem o universo Encravado naquele grão de areia O mundo no leito da lealdade, Todos com suas flores prediletas Eu com minha adorável margarida Que nem sei se flor ou se é moça Mas de tão alva e frágil e bela Fez de mim um indelével sonhador E cada qual com seu ópio, E cada protelado com sua cópia... Por que cessaram com seus sonhos? E por que temos que suportá-los Se cá despretensiosos estamos? Talvez precisem saber do anseio Por um cabal grito de liberdade, Do corpo e do espírito e tudo mais Necessidade premente da soltura. Mas não! Preferem os calabouços: O entranhamento e estranhamento De sentimentos, a horrenda sentinela Que nos controla ...
“...amar é cumplicidade. é precisamente, entregar-se. o tempo não tem efeito sobre o amor. o tempo gera a consciência necessária à ação. pois amar é um verbo de ação.” Rodrigo Sluminsky