Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de maio, 2009

VI

Se o ditado muda Muda tudo. Da forma de verbar Ao delírio do verbo Uma letra dói E um agrupado? Frenesim Medo Nostalgia Espanto Amor Uma só palavra É samba de pincel. Rodrigo Sluminsky

III

Retorno às particularidades Eu não volto É uma volta! Um dia ainda acontece sabe-se lá, no vôo ou mesmo na queda O elogio profícuo Ou a causa torpe Não apetecem Tem os meros Tem o oblíquo Gente que se preze não titubeia no pesar. Rodrigo Sluminsky

II

telefone sem fio estribeiras ao ar são laços perdidos lançam ao mar um ar de dúvida pena que o ar e o mar, ao sul não eram nela uma só felicidade. Rodrigo Sluminsky

Mãe

A ti, uma homenagem póstuma. Nossa morte anuncia o vácuo. Das pessoas que não sentem Daquelas que não se portam. Passos curtos esquecem o zelo E a caligrafia, os bons modos. Tu saberás quem tu criaste E tu não poderás te esquivar. O dia que se soma aos demais Não anuncia o contrário. Será preciso suprimir o ópio. Muito trabalho e comiseração Procedem desse preito. Se tu queres que tuas crias Sejam tão dignas, fiéis e belas Como tu, na qualidade de Mãe És para teus entes queridos, Argumente pela realidade. Ode ao suor e à labuta. Este país não carece mais De parlatórios vultuosos. O que nos falta é mais de ti. Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera Nossa mãe , Roberto Carlos