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Mostrando postagens de outubro, 2004
Tristeza Mediana Que triste é, ó lua, o sentido ordinário das coisas que pela manhã, acorda que pela tarde, a corda que pela noite, recorda Que triste é, ó lua, a preleção dos mais velhos que ontem, viveu que hoje, sobrevive que amanhã, morrerá Que triste é, ó lua, o discurso apaixonado que antes, chorava que agora, assusta que depois, ironiza Que triste é, ó lua, a poesia que fora salvação que é dúvida que será relíquia Ò, minha lua, donde estão os destemores pelo esdrúxulo que veneram a verdade que afrontam os desafios que desmascaram os fatos Leve-me, por favor, intrépida lua para onde não roubem meu amor para onde meu estômago suporte para onde não desvirtuem o simples ato de chorar Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera Tarde em Itapuã, Toquinho e Vinícius de Moraes Discurso do Método, René Descartes
Tamanho do Amor Ofegante e desnorteado, nasce novamente a luz, que sem pedir licença, avigora o coração. E caviloso, percebe que o Amor é do tamanho do sonho. Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera Le Nozze di Figaro, Wolfgang Amadeus Mozart Poema em Linha Reta, Fernando Pessoa