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Mostrando postagens de 2006

Mensagem

Enquanto perdurar o mar de felicidades, não tenha dúvidas, minha pequenina :seja sempre esta doce e ágil menina, de cabelos grossos e odor insuperável. Deram-lhe o mundo e em suas mãos ele estará bem cuidado, adorável, e amado demais, dilacerado continuará nosso coração enquanto nossa nau não atracar em algum porto seguro, bem pertinho da multidão, para que vejam e saibam e não se esqueçam - e todos eles - que o amor persiste. Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera As rosas não falam , Cartola

Futebol

Vou repetir de novo, putas, meretrizes, donas-de-casa, cortesãs, noivas, feministas, anãs, famigeradas, atrizes e cadelas, Não temos medo de viver intensamente milhares e milhares e milhares de paixões e amores e aliterações cacofônicas e sem sentido. Às favas com a razão mesmo, não nos importamos. Tampouco receamos vocês beijando nossa nuca com olhar apaixonado - que adoramos. E não esperamos que entendam. Só queremos de vocês o perene comunicado, nada mais que isso. Queremos muito que digam sem meias-palavras, olhando nos nossos olhos: "Adoro ser menos importante que o Futebol!" Isso e somente isso é necessário para suplantar todas as juras, todas as promessas que vocês nos obrigaram - sim, obrigaram - a fazer. Queremos que aceitem, a nossa subordinação, a nossa fidelidade, a nossa devoção pelo Futebol. Queremos que entendam que jogar, olhar, torçer, calcular, vaiar, xingar, chorar e até matar são atitudes simples quando tratamos de Futebol. E tão cedo percebam, compreendam...

Andarilho

tem dias em que a pessoa segue o rumo vai prum lado e a outra para outro lado a estrada é a mesma. um anda para frente o outro para trás qual deles somos nós? Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera Alma do Mundo , Suzanna Tamaro

A Flecha e a Estrela

Um coração ferido tem sempre uma flecha e uma estrela no coração. A flecha tem nome, estado civil, sobrenome, endereço certo e profissão. A estrela tem tudo isso, mas só vêem seu codinome e que perdeu a razão. A flecha é soberana, manda e desmanda no coração. A estrela é solitária, vive a divertir o tabelião. A flecha machuca por fora. Num movimento rude, transforma coronárias em sangue. A estrela machuca por dentro. Assola veias e artérias e nervos sem derramar uma gota sequer. A flecha não depende da estrela para agir. Por si mesma invade espaço alheio - assalta terços, princípios, máculas - a machucar. A estrela depende da flecha para brilhar. Por si só não consegue arrogar-se afável, quista, querida e desejada para cotejar. A flecha e a estrela interagem. A reinar no céu de paixões, a estrela sorrateiramente sucumbe e dá azo à devassidão da flecha. Quisera alguém existir somente estrelas, mas sempre haverá flechas, implacáveis e desumanas, dispostas ao nosso alento desanimar. Entã...

Desalento

Às vezes estamos assim mesmo imersos em caducidade crônica insinuante de passado bem vivido profeta de futuro desmantelado chorando mágoas imaginárias de causas que pereceram no limbo do esquecimento e que não voltam mais ficam pra trás, por bem e não voltam, não voltam para nós, que ficamos com o retrocesso de restar onde se ficou inteiramente esgotados imobilizados por pernas e braços e órgãos e tendões inertes em querer se mover para poder repetidamente amar e amar e amar até o desalento eterno Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera Modinha (de Tom Jobim), na voz de Olívia Bryngton

Carinho

Vai-te afago e nua, e crua pela rua de carícias a rodar Vai-te pesos, e dores e medidas, por nuvens cósmicas a voar Vai-te chão, e medos que n essas mãos quiçá a alma encostarás Vai-te antes que vamos depois todos nós desatar os nós que atam essas mãos que afagam Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera A Really Good Cloak , Mark Isham

Fantasia

Chega o fim de tarde e ele vem, como quem passeia na passarela das personalidades e vem de longe, do fundo sem explicar o porquê não diz onde esteve mas permanece sentado à beira da realidade conversa com a verdade flerta com a ilusão e decide enviasado agir, definitivamente mas sem titubear e deixar claro que é maduro suficiente para manter na mente aquilo que é e o que pretende ser se um diz crescer mas quando emerge lembra que é apenas um pensamento bobo nômade e inseguro acaba por se expressar da forma mais nociva à perpetuação da espécie :a não expressão! Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera Just the way you are , Barry White

Tratado sobre a Verdade

Quero logo ouví-la! Diga-me logo a verdade sem meias-palavras sem maçada, sem firula. Quero tudo o que pensa! Se é que não pensa em contar tudo só depois de veiculado na imprensa. Nem sei o quanto é difícil para você e para muitos utilizarem-se da verdade para destoar de moribundos. Nem sei se bem sabem distinguir a verdade, de mentir à vida ou de ser infiel à sinceridade. Pois lhes digo eu: a verdade só não é mentira quando dita por intermédio do olhar que transmitira :a verdade, que inexistira, quando em quaisquer momentos algum tipo de mentira burlasse sentimentos :torna-se mentira, ainda que sincera porque omitira alguma quimera. A verdade nasce para ser sempre verdade, e quando não mais o é, a verdade morre e dá lugar não mais à qualidade de ser, mas à triste possibilidade de não mais ser, como assim não é :a mentira ainda que necessária, como a que transvestira, com a falsidade de seus gestos, e a inverdade de seus beijos. A mentira será sempre uma coleção de objetos de não-ser, ...

Tamanho do (seu) Amor

Você passa anos vivendo e coletando bons momentos :experimentando Inimagináveis situações que agora carecem de explicações :aborrecimento Mas você cresceu destituiu-se de aforismos incrementou o amor encheu-se de altruísmos que o tornaram :você uma alma singular dentre milhares E quem mais deterá a prerrogativa de determinar o tamanho do seu amor? Senão exatamente você, aquele mesmo ser especialmente invulgar simplesmente apaixonante E para que mensurar quanto de amor tem se o amor não acaba nunca? Será que determinar agora ou para sempre os amados de angariar o seu amor não significaria furtar os não amados de um momento receber o mesmo amor? Será aprazado dizer que é certo amar isto e não amar aquilo? Você bem sabe que muito aprendeu; p arecerá que esqueceu se não distribuir espontaneamente sua reserva aleatória de amor :explodirá imediatamente numa distribuição compulsória do seu amor. Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera For your babies , Simply Red

Novo de novo!

Quase que do tamanho do universo está seu coração quando imerso na infinita capacidade de lutar contra a infinita vontade de amar; quase que da cor das violetas, delineando inúmeras facetas, estão suas tristes e arredondadas pálbebras, fatigadas de derramar tantas e tantas lágrimas; e quase que totalmente consumidas estão suas veias e artérias, cálidas de sangue, ardor, loucura e movimento prontas para o novo e tão esperado momento. Por que não, então, escorraçar o quase, que estava fadado a ser inteiro, para arquitetar algo que não a separa da chance de inaugurar uma nova fase? Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera Free Hugs All the Same , Sick Puppies

Efêmera contemplação quotidiana

Uma árvore nua à espera do sol dos pássaros, da água da lua cercada de homens mulheres e crianças cheios de esperanças carentes que são de um sentimento puro semblante da paz do bonito, inverso do escuro que apavora homens mulheres e crianças e suas lembranças com a sombra se vão Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera Admirável Mundo Novo , Aldous Huxley

Quero que...

Quero que você esqueça aquelas palavras doces que ficaram na sua mente por receio Quero que você venha até onde estarei e siga meus passos na areia Quero que me ame sem a velha prudência que entedia nosso romance Quero que me possua me maltrate com esse corpo que eu sempre quis Quero que lute contra tudo e contra todos por mim Quero que escravize meus sentimentos de caridade e minha gentileza Quero de você um ódio descomunal uma mistura de ira e pena Quero que você difame minhas virtudes e apodreça a sensação póstuma Quero que você seja minha prostituta e me encante por dinheiro Quero de você um não-amor uma ausência completa de sentimento Quero que usurpe minhas idéias e me diga, sem lágrimas, que tudo o que fez foi por amor. Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera

Doce Ilusão

Todo o fim determinado acaba barrado pelos hipócritas de plantão. Aquilo que sonhava vira miragem de uma viagem que acabou. Se ainda pensa em viver fora da gaiola, despeça-se das asas seu lugar é no chão. Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Iconoclasta

De todas as maneiras você tenta explicar a intragável sensação que já não resta mais. Se esconde a verdade ou é fiel à sinceridade, qual canto da emoção deixará mais saudades? Além do mais, quem se importa com a importância que coisas do coração têm para as pessoas? Mais vale dilapidar a alma, por completo e sem deixar suspiros, para que não haja resquício de contemplação. Porque se é para suspirar, de paixão ou não, que o faça longe de coisas do coração, para restar incólume. Só não entendo se você não soube explicar algo tão simples, ou se a simplicidade, iconoclasta, é penosa demais para algumas pessoas. Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera Painter song , Norah Jones

Errante

Nem tanto o céu, nem tanto a terra. Um pouco de carinho no coração, um pouco de vida na emoção. Pulando obstáculos, contando carneirinhos. Ao lado da dor, o destemor de ser um efêmero vencedor. Perto do mar, um colchão enorme de beijos e lágrimas de amar. Se quando chegar, não temos a mínima idéia, mas se quando não chegar, mudamos de lugar! Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera A mais bonita , Bebel Gilberto & Chico Buarque

Idem

Vai lá você de novo à mercê daquilo que não vê mas que deve esquecer da porreta alegria que vira fantasia mais ou menos dia quando não compreendia porque chega de emoção voltou o tempo da tensão angústia no coração silêncio na multidão e não me venha com saudade sentimento efêmero e sem idade abandone logo essa cidade amanhã é dia de maldade Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera Acontece, Cartola Mais um na multidão, Erasmo Carlos e Marisa Monte

Desnecessário (melhor não!)

A inda que te diga, que passe horas a fio explicando o sublime, como entenderás? Ainda que entendas, querida, mesmo que saibas minha contemplação, de que modo respeitarás? E ainda que respeites e entendas o motivo da minha razão, razão do meu viver, mesmo que saibas em minúcias o que hei de contar, por que diachos escutar? Tu és dona de ti, dona da passarela. Fazes o que sabes melhor - e sabes muito. Sei que há um porquê por detrás dessa tua dúvida fulgás, mas não me peças para te dizer o que não queres ouvir ou não tens como suportar. Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera O amante , Marguerite Duras.

Cores, corações e colorações

Amo preto e branco e Vermelho Laranja Amarelo Verde Azul Anil Preto, amarelo, branco, marrom. Preto no escuro branco no gelo, margaridas e violetas contra rosas. Vermelho no amor, no ardor, dor no temor, no preto do não branco, da paz. Como laranja cheiro rosa. Luto branco acabo roxo. Quero verde vira cinza. Sou azul, de céu e mar, translúcido nas lágrimas de amar, mas tem dias que amarelo mesmo. Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera Aquarela , Toquinho

Amada Minha

Que saudade dos dias, da aurora, dos beijos apaixonados de outrora, do carinho recíproco, demora na passagem do tempo, lá fora. Que vontade de ter, senhora, o amor que não têm, embora todos queiram a toda hora, viver o que é de agora. Que faço se você ignora a dor que sufoca, e implora se a saudade cessar, melhora mas sei que ainda me adora. Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera The Royal Tenebaums (EUA, 2001) Direção: Wes Anderson Elenco: Gene Hackman , Anjelica Huston , Gwyneth Paltrow , Ben Stiller , Luke Wilson , Owen Wilson , Danny Glover , Bill Murray , Alec Baldwin (voice)

Angústia

Quem se apodera amiúde dos meus sensos que nem com lenços obsta a quimera? O que persiste na mente insana que nem a gana nela desiste? Por que temer sentido novo que por estorvo nos faz tremer? Quem é você, que se apodera, amiúde dos meus terços, que nem quimera? O que me chama e que insiste na mente insana e não desiste? Por que correr desse estorvo que nem com lenços posso esconder? Quem é você Por que me quer O que te fiz Por que me diz mal-me-quer Quem é você? Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera I Know , Jude Angústia, Graciliamos Ramos

Desmazelo

Desmazelo q uer dizer falta de zelo por tudo que deveria ser zelado. Para ser desgosto precisa não sentir o gosto do que não tem porque ser gelado. Para ser desagrado tem que ser rude na falta de cuidado. Para ser desleixo há de ser negligente com o bem amado. Para ser displicente precisa querer ser também indiferente ou desinteressado. Na verdade é um total descontentamento, uma mistura de omissão com falta de perdão, de dissabor com falta de amor, que pelo meu léxico significam a mesma coisa. Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera Sem contenção , Bebel Gilberto

Andarilho

O mesmo passo: errante, contíguo, delirante, que ruma desvirtuado, de face monocromática, porém sem nunca mais voltar atrás. Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera Mariana , Yamandú Costa

Diálogo dos Anjos

- Bom dia - disse o Senhor da barba rala e olhar enviesado. Percebi dele certa angústia no ar, própria das pessoas sem situação definida. Quis perguntar-lhe certas coisas, porém receoso não o fiz. Parecia-me estranho um senhor daquela idade com tamanha insegurança pessoal, ao mesmo aparente. - Bom dia, Senhor - disse-lhe num instante especialmente impróprio, quando minhas palavras misturavam-se a pensamentos incautos e despropositados. Nesse momento um bom percentual de acontecimentos rodeavam a lembrança de minha pouca experiência mundana, quiçá mais que pudesse suportar. Quem dirá sobre as fantasias daquele senhor, aparentando a mais sincera humildade por mim já admirada, depois de já atrofiadas as prepotências terrenas provenientes de anseios indecorosos e posses imbecis. Deve ser mesmo na velhice que percebemos os porquês de tanta frustração pessoal no mundo, embora pareça-me perfeitamente compreensível não percebê-los antes. Somos constantemente bombardeados por informações inútei...

Homônimos

Homônimo de mim, sou quem nunca fui e amo a conveniência, que me desatina. Se quisesse explicar, fá-lo-ia em prosa, porque poesia é dona de mim. Pedras no lago de um mundo avoado; pensamentos em ebulição. Palavras na mente de uma cabeça doente; sem solução. Tudo para dizer o indizível :meu coração chora! Rodrigo morreu; sobrou Francisco, que sou eu, quando não Rodrigo. Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera Lenços de papel.

Plágio

(...) Tem certos dias em que eu penso em minha vida, e sinto assim todo meu mundo desabar. É que parece que acontece de repente, viver assim ser ter um fim e nem amar. Igual a como quando eu penso em meu mundo, sem ninguém, sem ser alguém pra se notar. Aí me dá uma inveja de ser gente, gente amada que sempre tem com quem contar. Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera Gente Humilde , Chico Buarque

Homônimos (short version)

Homônimos (short version) Rodrigo morreu; sobrou Francisco, que sou eu, quando não Rodrigo. Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera O homem que copiava Brasil, 2003. Direção e Roteiro: Jorge Furtado Elenco: Lázaro Ramos, Leandra Leal, Pedro Cardoso e Luana Piovani.

Memórias

Todo o conhecimento do mundo é insuficiente para expressar o conjunto dos nossos juízos perante as verdades do universo. Somos deuses transvestidos de titãs, lutando pela causa errada, esbravejando princípios antiquados, em lugares que não nos pertencem. Concomitante somos formigas arrogantes, instigando dúvidas vulgares, respondendo questões elementares, em seara que não nos convém. Matutos que somos, porém, vemos o fim do túnel com uma condescendência que surpreende até profetas. Só que à frente o incerto predomina. A casualidade nos faz desdenhar valores incomensuráveis outrora para nós imutáveis. Muito mais precoces que noticiam. Muito mais patéticos que parecemos. E no sagrado ínterim, quando temos escolhas, parecemos preferir os círculos aristocráticos das amizades redundantes ao invés de verdadeiras tertúlias dipsomaníacas, que de tanto instigar-nos ao suicídio de renunciar princípios inalienáveis, faz-nos preferir trocar de amigos a deixar o coração sobreviver. Pasmem, a unidad...

O Poeta e o Amor

Poesia, escrita por poeta lida por poetisa sentida por profeta, que faz juras de amor, antes mesmo de tê-la sentido, e na poema lido prevê a famigerada dor. Je t'aime, je ne t'aime pas , who cares? Amor é qualquer coisa do destino, presente, passado, e não precisa de decassílabo para ser; materialmente inteligível, porém intangível para nele viver. Dar-mo-ias? Poesia, amo; Amor, nem tanto! Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera Autopsicografia , Fernando Pessoa. Castro Alves do Brasil , Pablo Neruda.

Relógio

As coisas são As coisas vêm As coisas vão As coisas Vão e vêm Não em vão As horas Vão e vêm Não em vão Oswald de Andrade +++ Etecetera Releituras de Oswald de Andrade Manifesto Antropofágico (1928)

Ser Humano

Sou distinto, leve, esquisito, de pensar efêmero, humor passageiro. Eu sou não o que quero, deveras o que penso; sou o que sou, não o que devia sê-lo. Não sou comum, embora devesse; não sou regular, embora quisesse. Sou cara de idéias emprestadas, de princípios misturados, analizados, renovados, de padrão singular. Minha distinção não está na nobreza, mas na beleza do coração. Meu descaso não é com a luxúria, mas com a ternura em escassez. Por isso, choro sem lágrimas, sorrio sem lábios, beijo sem língua. E não sou assim porque quero, eu sou, e não há nada que o mundo possa fazer para mudar-me. Na verdade, o mundo é que devia ser mudado por mim. Mas o problema do meu agir é o descomunal anseio de tornar o comum incomum, a vontade incessante de fazer coisas simples da maneira mais complicada possível. Iss o sim é distinção, não aquilo que dizem na televisão, não aquilo que ouço nos bares lá da cidade :fundo do poço! Diferente de igual, diverso da mesmice, dissemelhante dos nossos semelh...

Inconsciente

Sou duro: desmistificado pela dor, não musicalizado em dramas, arrogante, crasso. Nasci em berço farpado e não percebo lágrimas! Quis de mim o que nem pensei; fiz o que não devia. E vivo em farpas, precursoras de tais lágrimas, que quando caem viram música em meu coração. Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera Inconsciência , por Sigmund Freud (1856-1939): conjunto de processos e factos psíquicos que são exteriores ao âmbito da consciência e impossíveis de trazer à memória, mas que podem manifestar-se nos sonhos, em estados depressivos e neuróticos, ou seja, em geral, quando a consciência não está desperta. Reportagem: A influência de Freud na cultura brasileira

Hinocência

Escrevo no caderninho as palavras que não possuo e deixo no escaninho o amor que não conduzo. O cheiro de mato, o pasto aquém do portão, fazem-me gaiato das coisas do coração. E se disso me desfaço - cancioneiro em disparada - sei que o que traço não me levam de volta à estrada! Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera http://www.tvcultura.com.br/provocacoes/

Imaginário

Por todos os motivos que levei anos para pensá-los Por todos os fatos que me deixaram uma vida inteira sem vivë-los Por todas as razões que censuram minha autonomia Eu continuarei sendo aquele que nunca foi de verdade. Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera Vida e Obra de Jacques Lacan Take Five, George Benson