Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de dezembro, 2006

Mensagem

Enquanto perdurar o mar de felicidades, não tenha dúvidas, minha pequenina :seja sempre esta doce e ágil menina, de cabelos grossos e odor insuperável. Deram-lhe o mundo e em suas mãos ele estará bem cuidado, adorável, e amado demais, dilacerado continuará nosso coração enquanto nossa nau não atracar em algum porto seguro, bem pertinho da multidão, para que vejam e saibam e não se esqueçam - e todos eles - que o amor persiste. Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera As rosas não falam , Cartola

Futebol

Vou repetir de novo, putas, meretrizes, donas-de-casa, cortesãs, noivas, feministas, anãs, famigeradas, atrizes e cadelas, Não temos medo de viver intensamente milhares e milhares e milhares de paixões e amores e aliterações cacofônicas e sem sentido. Às favas com a razão mesmo, não nos importamos. Tampouco receamos vocês beijando nossa nuca com olhar apaixonado - que adoramos. E não esperamos que entendam. Só queremos de vocês o perene comunicado, nada mais que isso. Queremos muito que digam sem meias-palavras, olhando nos nossos olhos: "Adoro ser menos importante que o Futebol!" Isso e somente isso é necessário para suplantar todas as juras, todas as promessas que vocês nos obrigaram - sim, obrigaram - a fazer. Queremos que aceitem, a nossa subordinação, a nossa fidelidade, a nossa devoção pelo Futebol. Queremos que entendam que jogar, olhar, torçer, calcular, vaiar, xingar, chorar e até matar são atitudes simples quando tratamos de Futebol. E tão cedo percebam, compreendam...

Andarilho

tem dias em que a pessoa segue o rumo vai prum lado e a outra para outro lado a estrada é a mesma. um anda para frente o outro para trás qual deles somos nós? Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera Alma do Mundo , Suzanna Tamaro

A Flecha e a Estrela

Um coração ferido tem sempre uma flecha e uma estrela no coração. A flecha tem nome, estado civil, sobrenome, endereço certo e profissão. A estrela tem tudo isso, mas só vêem seu codinome e que perdeu a razão. A flecha é soberana, manda e desmanda no coração. A estrela é solitária, vive a divertir o tabelião. A flecha machuca por fora. Num movimento rude, transforma coronárias em sangue. A estrela machuca por dentro. Assola veias e artérias e nervos sem derramar uma gota sequer. A flecha não depende da estrela para agir. Por si mesma invade espaço alheio - assalta terços, princípios, máculas - a machucar. A estrela depende da flecha para brilhar. Por si só não consegue arrogar-se afável, quista, querida e desejada para cotejar. A flecha e a estrela interagem. A reinar no céu de paixões, a estrela sorrateiramente sucumbe e dá azo à devassidão da flecha. Quisera alguém existir somente estrelas, mas sempre haverá flechas, implacáveis e desumanas, dispostas ao nosso alento desanimar. Entã...

Desalento

Às vezes estamos assim mesmo imersos em caducidade crônica insinuante de passado bem vivido profeta de futuro desmantelado chorando mágoas imaginárias de causas que pereceram no limbo do esquecimento e que não voltam mais ficam pra trás, por bem e não voltam, não voltam para nós, que ficamos com o retrocesso de restar onde se ficou inteiramente esgotados imobilizados por pernas e braços e órgãos e tendões inertes em querer se mover para poder repetidamente amar e amar e amar até o desalento eterno Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera Modinha (de Tom Jobim), na voz de Olívia Bryngton

Carinho

Vai-te afago e nua, e crua pela rua de carícias a rodar Vai-te pesos, e dores e medidas, por nuvens cósmicas a voar Vai-te chão, e medos que n essas mãos quiçá a alma encostarás Vai-te antes que vamos depois todos nós desatar os nós que atam essas mãos que afagam Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera A Really Good Cloak , Mark Isham

Fantasia

Chega o fim de tarde e ele vem, como quem passeia na passarela das personalidades e vem de longe, do fundo sem explicar o porquê não diz onde esteve mas permanece sentado à beira da realidade conversa com a verdade flerta com a ilusão e decide enviasado agir, definitivamente mas sem titubear e deixar claro que é maduro suficiente para manter na mente aquilo que é e o que pretende ser se um diz crescer mas quando emerge lembra que é apenas um pensamento bobo nômade e inseguro acaba por se expressar da forma mais nociva à perpetuação da espécie :a não expressão! Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera Just the way you are , Barry White