Pular para o conteúdo principal

Rectidão

O mundo está redondo
E de casa não a via.
Se fosse um Bavette
Sob o mar triunfaria.

Só que isso nada sou!

O mundo gira torto e
De lado não percebo.
Amiúde, quando a vejo
Sou de novo um ancião.

Quiçá entenda o jovem
Alhures neste espaço.
Um Homem, de lisura
Um futuro de sucesso.

Mas a história é de mentira
Foi maculada à surdina
Por aquele que difama
O amor da doce amada.

Esse amor, tão belo e forte
Se mantém na realidade
Já conheço o que não quero
O que eu quero é lealdade.

Rodrigo Sluminsky



+++ Etecetera

Alegria, Alegria, Caetano Veloso

Comentários

Natalie M. disse…
Imprevisível, assim como um belo poema sem rimas
Talvez um neófito ou libertino?
Ninguém ao certo poderia compreender esse desatino
Espécie esta de amor que no planeta houvera poucos

Postagens mais visitadas deste blog

O que era?

Eu tinha uma dádiva. Se fosse por mim, Nem se continha. Era uma infâmia. Mas nada era Se não percebia. Como uma mácula Uma falta de dor Só se sentia perto Se perto consentia. E era difícil andar ou A graça estremecer. O que era, então? Era o silêncio do não E a desatina canção. Um poço de verdade. Nada do que já existe. Às vezes é só fantasia Quase sempre era. Já não é mais! Agora é a verdade Que de tão séria Vai faltar por lá, na terra da cortesia. Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera Insensatez , Vinícius de Moraes e Tom Jobim

Interligados

de-longe vêm-nos espaços, abraços abertos, entreatos cobertos, retos e alvos e belos e livres, contêm de-imediato des-pedaçados algo de-aquém infantil, sutil mais-que-além que-lhos mantém acesos, atentos íntimos, ultra inter-ligados   Rodrigo Sluminsky  +++ Etecetera

Amor, de novo

I há tempos venho tentando entender o amor. comecei pela consciência. eu pouco sabia o que era amor. do afeto universal de uma mãe à completa desenvoltura de casais engrandecidos. eu pensava nas pessoas, nas suas necessidades. eu imaginava como atuavam nas situações hipotéticas. eu as sentia vibrar no esmero e na tentativa não aleatória de empatia.  II pouco a pouco retirei paixão da lista de momentos de amor. pensar nisso me dava forças para entender seus sacrifícios e suas recompensas. III amor fraterno era algo natural em mim, embora tolhido ao acaso. quando antes de forma inconsciente deleitava aos prazeres do amor desinteressado, acusava agora a consciência da correlação que naturalmente faço com a admiração. Não desmembrava da mesma caixa amor e reconhecimento. a consciência desta fraternidade distinta de admiração significou para mim o limite do ego e o fim da bajulação. IV desafio maior tem sido receber o amor ágape em todas as suas formas. a...