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O amor que espera

 um sábio de meia-vida

logo me disse, outro dia

que o amor, espera


então saí a procurar

fascinado, abundante

muito antes, por lugares

circunstâncias e texturas


que tão logo acontecesse

seriam como ocorrências

classificadas, horas a fio

em desconcerto juvenil


minutos e muitas frações


a cada novo momento

ou ocasião, mera aflição

a cada nova investida

aquele novo abatimento

em qualquer outro lugar

covardia e distração


em vão, presença vazia


aquela ternura, que existia

por mais esforço que

parecia, um desapreço

tornou-se deslembrança


logo quando finalmente

parei para escutar

aquela voz, já me dizia

que o amor espera.

 

Rodrigo Sluminsky

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