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Ressentimentos

Não vem que não tem! Não vem de garfo que hoje é sopa! Não vem de escada que o incêndio é no porão! (Carlos Imperial) Se quer um teco, peça com carinho! Se quer de volta, ajoelhe! Nada de cultivar flores diversas de margaridas no meu jardim! Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera Noites Tropicais, Nelson Motta Carlos Eduardo Cortes Imperial Nascimento: 24/11/1935, Cachoeiro do Itapemirim, Espírito Santo, Brasil Falecimento: 04/11/1992, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil Jornalista, comunicador e compositor radicado no RJ (1943); estréia no cinema em "Canjerê" (1957); cria o Clube do Rock (1958) e assina a coluna "O Mundo é dos Brotos" na "Revista do Rádio" (1961); funda a CIPAL (produtora de filmes) em 1974; político, é o Vereador mais votado do RJ (1984); eclético e polêmico, lança artistas como Roberto Carlos, Wilson Simonal, Gretchen etc. Astros e Estrelas do Cinema Brasileiro, Antonio Leão da Silva Neto Dicionário de Cineastas Brasileiros, Luiz F. Miranda

Desafogo de espírito

Quem disse que o deserto é feito de areia? Nunca fui ao deserto, nem sei direito o que é areia! Todos os dias pensamos ir a diversos lugares, fazer diversas coisas, mas penamos com as tarefas mais simples. Fazer um bolo parece relativamente simples, mas ainda assim é necessário atitude. Assistir à televisão ou descansar em canapé não requer atitude! Porém determinados assuntos nos cativam opinião, tomada de conduta. Depara-mo-nos também com os conceitos mais simples possíveis, que deveriam estar explícitos em nosso descrever, como que na ponta da língua. Falar de liberdade, amor, compreensão, parece-nos evidente dizer determinadas coisas, mas quando refletimos alguma coisa soa imprópria. Às vezes até nos é complicado explicar algo, quando não recorremos a aforismos. Não quer dizer que não saibamos, em hipótese, e tampouco há necessidade. A poesia também não necessariamente precisa ser inteligível. Alto lá quando há segredos sonegados pela claridade, estritamente necessário, diga-se des...

Ser eu eu Ser

Se eu soubesse o que sou e bebesse d'água dos mortais não lhe perguntaria o que não sou; se você me diz todas essas coisas lindas, sei que sou algo diverso, inexacto, que se não encontra nos jornais . E se quando ouço sua voz temo o que sou, é porque ainda não descobri a obra que me traduz e a poesia que m e desmascara. Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera 7 Pecados Capitais

anti-Koyaanisqatsi

Alguém viu passar o trem da onze de maio e anotou a placa (do trem)? Será que alguém percebeu que o trem passou? Onze de maio, o trem passou, será? Por que será que ninguém parou o trem que passou? Será onze de maio o dia do trem passar? Qual a placa do trem que passou pela onze de maio? Alguém sabe por que ainda há trens? Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera http://www.koyaanisqatsi.org/ Koyaanisqatsi (1983) Life out of Balance (USA) Direction: Godfrey Reggio Writing by Ron Fricke & Michale Hoenig Recommended by Francis Ford Coppola

A invisivel cicatriz

nascer é ser novinho em folha e já deixar cicatriz viver é cobrir os outros de cicatrizes e ser coberto mas nem tudo são cicatrizes algumas incisões definitivamente não se fecham por isso aliás morremos Ruy Proença +++ Etecetera (fechado para balanço)

Inércia de uma contemplação quotidiana

Eu gostaria de pronunciar todas as singularidades que me comovem e que me fazem chorar... Queria poder correr contra o vento e na mesma velocidade fugir do movimento! Inclusive já caí na armadilha de andar em circulos ohando para o passado, ainda que caricato como o futuro! Mas de todos meus anseios, beijar a mão da lealdade e estar certo da compreensão transformaram-me em um Deus, que percebe inveja e que pondera a humildade, com olhos de um coelho e força de um leão! Como corolário, sou de carne e osso, como que do cotidiano, e metafísico no amor, com as qualidades de pacífico, sereno, inútil, e de pensar as coisas sem nada decidir! Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera http://www.aconfraria.com.br

Lamúrias

A vida é uma cesta de mal-entendidos, onde pousamos nossas reflexões, atracamos nossos medos, e destruímos nossas paixões. Não fossem o pés, para quem os têm, não iríamos a lugar algum. Deveríamos amar em vez de lamentar, mas preferimos cortar os pés a deixar a cesta esvaziar. Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera www.mundocultural.com.br