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"De nada adianta cercear um coração vazio ou economizar alma..."

Luís Fernando Veríssimo


Pra mim esta parte do Veríssimo já está ótima! Estou indo pra balada. Uns amigos meus estão vindo aqui me buscar, e eu tenho certeza que o pé quebrado (tsc, tsc) não será obstáculo. Só não falarei pro médico, né?



+++ Etecetera

http://www.hablaserio.com.br

Stayin' alive, Bee Gees

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O que era?

Eu tinha uma dádiva. Se fosse por mim, Nem se continha. Era uma infâmia. Mas nada era Se não percebia. Como uma mácula Uma falta de dor Só se sentia perto Se perto consentia. E era difícil andar ou A graça estremecer. O que era, então? Era o silêncio do não E a desatina canção. Um poço de verdade. Nada do que já existe. Às vezes é só fantasia Quase sempre era. Já não é mais! Agora é a verdade Que de tão séria Vai faltar por lá, na terra da cortesia. Rodrigo Sluminsky +++ Etecetera Insensatez , Vinícius de Moraes e Tom Jobim

Exausto

O povo anda trôpego pelas vielas Com máquinas e fardos nas costas Pagos à prestação, emprestados Dos manda-chuva da estação. Os amigos parecem que esquecem Que nem do folguedo ou da orgia Provém o carinho da amizade, mas Dos pedestais da cumplicidade. E a família vive a rodear o problema Compra sorrisos e cumprimentos Em dias e finais de semana, ausente Do alicerce mais íntimo das pessoas. Têm também os outros, de cor e salto No trabalho e na estação, na rádio Gente que acorda depois e dorme mais Que se esquece do dever e do direito. Os malandros não se cansam Tencionam, Pressionam, Ovacionam São os bonifrates de marca maior. Os amigos, delambidos por influência TV, Rádio, Papo, Palanque, Digital O diário nasceu mofado de vergonha. A família, com seus preceitos e genealogia Remonta a uma estirpe que não existe E se existe, já morreu a cada nascimento. Infamante! Pode não ter prudência, mas procedência Pode não ter pudor e nexo, quer sexo Pode não ter honradez, mas dinheiro. E vos chama...

Amor, de novo

I há tempos venho tentando entender o amor. comecei pela consciência. eu pouco sabia o que era amor. do afeto universal de uma mãe à completa desenvoltura de casais engrandecidos. eu pensava nas pessoas, nas suas necessidades. eu imaginava como atuavam nas situações hipotéticas. eu as sentia vibrar no esmero e na tentativa não aleatória de empatia.  II pouco a pouco retirei paixão da lista de momentos de amor. pensar nisso me dava forças para entender seus sacrifícios e suas recompensas. III amor fraterno era algo natural em mim, embora tolhido ao acaso. quando antes de forma inconsciente deleitava aos prazeres do amor desinteressado, acusava agora a consciência da correlação que naturalmente faço com a admiração. Não desmembrava da mesma caixa amor e reconhecimento. a consciência desta fraternidade distinta de admiração significou para mim o limite do ego e o fim da bajulação. IV desafio maior tem sido receber o amor ágape em todas as suas formas. a...